O dólar, a economia e a distribuição de TI

De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, o movimento dos consumidores nas lojas em setembro avançou 0,9% na comparação com o mês de agosto. Esse foi o segundo melhor resultado mensal do ano da atividade varejista (empatando com a alta de 0,9% também verificada em março) e só perdendo para o crescimento de 1,7% observado em janeiro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve expansão de 2,3% da atividade varejista.

Segundo os economistas da Serasa Experian, o recuo da taxa cambial em setembro, após as fortes elevações observadas entre junho e agosto e a recuperação gradativa dos níveis de confiança dos consumidores contribuíram para o movimento positivo durante setembro.

É justamente o dólar o maior problema para as lojas que trabalham com importados, principalmente no que se refere a produtos de TI, que começa desde a produção, refletindo na revenda, e consequentemente no consumidor final.

Se pegarmos uma linha cronológica, há um ano o dólar ainda estava abaixo dos R$ 2,00. É verdade que já vinha em movimento de alta, uma vez que abriu 2012 na casa dos R$ 1,65, porém a expectativa era que se estabilizasse na taxa de dois para um. No entanto não foi o que se viu, a moeda norte-americana ultrapassou os R$ 2,30 e enfim começou a se estabilizar em torno de R$ 2,20.

Todo esse movimento de instabilidade da moeda americana complica o valor real do produto, uma vez que mesmo feito no Brasil, raros são os que não possuem ao menos um componente que venha de fora, o que acaba encarecendo e deixando flutuante o valor do produto, dificultando até mesmo o planejamento de vendas.

Voltando aos dados da Serasa Experian, a alta da atividade varejista em setembro também foi impulsionada pelo crescimento de 3,0% do movimento dos consumidores nas lojas especializadas de móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática.

Ou seja, para o setor de TI e Informática é fundamental a estabilização do real frente ao dólar, , ainda que com cotação elevada, , pois somente com a referência estável da moeda, as revendas e o setor de distribuição conseguem criar planejamentos para que tenham um valor projetado na ponta, facilitando assim a cadeia como um todo.

*Marco Antonio Chiquie é vice-presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores de TI – Abradisti

 

Comparte